A convocação para a Copa do Mundo de 2026 ainda é recente, mas já representa o ponto mais alto da carreira de Rafael da Silva Alves. Em entrevista ao programa Show dos Esportes, da Rádio Gaúcha de Porto Alegre, o assistente gaúcho falou sobre o momento, relembrou a trajetória até aqui e projetou a preparação ao Mundial.
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| Arquivo Pessoal/Divulgação |
Ao comentar o significado da convocação, Rafael ressaltou o peso de recolocar o Rio Grande do Sul na arbitragem de uma Copa após 16 anos. Ele citou como referência, principalmente, o ex-árbitro Carlos Eugênio Simon, que participou de três Mundiais.
— É um privilégio poder estar preenchendo esse espaço aí que a arbitragem gaúcha deixou através do Renato Marsiglia lá atrás, do Simon e do Altemir Hausmann. Para mim, o Simon é uma referência máxima. Poder preencher esse espaço que ele conquistou lá atrás é um motivo de muita alegria — destacou.
A preparação até a Copa seguirá intensa. Rafael revelou que mantém treinos diários, muitas vezes em dois turnos, e que a expectativa é se apresentar cerca de 10 a 12 dias antes do início do torneio para a fase final de ajustes.
Rafael também relembrou o início da trajetória na arbitragem, que surgiu após uma palestra do ex-árbitro Leonardo Gaciba durante um curso de treinador.
— É um filme que passa na cabeça. Tudo que a gente renunciou, todas as pessoas que ajudaram. Isso dá a certeza de que valeu a pena.
Desde então, construiu uma carreira sólida, com início em 2006, na Federação Gaúcha.
Experiência internacional
Segundo Rafael, a presença na lista da Fifa é resultado de um processo longo, construído a partir de experiências internacionais acumuladas nos últimos anos. Formado em Educação Física e Fisioterapia, o assistente trabalhou em torneios como Mundial Sub-20, Jogos Olímpicos e Mundial de Clubes.
— A gente vai criando uma expectativa em cima do aproveitamento dos torneios que vão acontecendo até a lista da Copa do Mundo, que é o principal evento do futebol.
Homenagem ao pai
O assistente ainda se emocionou ao lembrar do pai, que faleceu no ano passado. Para Rafael, a convocação também é uma forma de homenagem:
— Foi um grande incentivador da arbitragem, quem me apresentou o futebol. Infelizmente não vou poder compartilhar esse momento com ele, mas levo tudo que me ensinou. O esporte me formou como pessoa e caráter, e isso vem muito dele.
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Fonte: GZH
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