Festival OLHE PARA CIMA realiza exposição e faz intervenção artística coletiva na zona norte da capital
Até o dia 9 de maio, a sede do MACRS no Quarto Distrito, recebe uma exposição do Festival Olhe pra Cima, primeiro festival de muralismo e arte pública de Porto Alegre, que desde 2021 realiza pinturas de murais, transformando a cidade em um museu a céu aberto. O evento promove sua quinta edição com ações entre janeiro e maio de 2026, com a pintura de mais seis empenas, totalizando 19 obras em prédios no Centro Histórico, Independência, Floresta e Cidade Baixa, somando mais de 9 mil m2 de intervenções artísticas pelo município.
| Divulgação |
O evento marca uma celebração do projeto, apresentando imagens do acervo do projeto, reunindo em uma mostra todos os murais e artistas envolvidos ao longo dos 5 anos do festival. A programação conta com ações de acessibilidade, com audiodescrição dos murais já pintados. A exposição será montada em um dos antigos bondes da Carris localizados no pátio do museu, inaugurando o novo espaço expositivo do MACRS. “É uma oportunidade de concentrar o trabalho destas cinco edições e apresentar tudo que já foi desenvolvido até aqui”, revela o criador e curador do projeto, Vinicius Amorim. A mostra é gratuita.
Ação social contará com intervenção artística coletiva no bairro Sarandi
Nas edições de 2021 e 2022, o Festival Olhe pra Cima realizou duas ações sociais: a pintura de mural no Território Ilhota e na fachada da Casa de Acolhimento Mulheres Mirabal. Em 2024, foi a vez do bairro Sarandi, um dos mais atingidos pela enchente daquele ano, a receber uma intervenção artística coletiva assinada por 10 artistas juntamente com o Coletivo Abrigo, uma organização de educação, cultura, esporte e assistência social fundada em 2015.
O Coletivo Abrigo, foi o idealizador do projeto Viva Elizabeth: Diálogos que transformam a vila é uma rota turística de graffiti localizada na periferia de Porto Alegre, na Vila Elizabeth, inspirado na Comuna 13 de Medellín. Com quase 2km de extensão, essa iniciativa reúne a expressão artística de 36 artistas, transformando a comunidade em uma vibrante galeria de arte a céu aberto. Além de estimular o turismo periférico, o projeto busca descentralizar os investimentos em cultura, impulsionar a economia local e celebrar a identidade cultural única da região.
Na edição 2025/2026, o Olhe Pra Cima retorna ao Sarandi para mais uma ação que reunirá 10 artistas. Os interessados devem se inscrever através do site do projeto e os selecionados receberão um cachê de R$1.200 (mil e duzentos reais) e desenvolverão uma obra conjunta que integrará o tour.
“A preocupação social sempre esteve presente em nosso festival, porque nosso objetivo também é aproximar a arte daqueles que estão muito distantes dela, como os bairros periféricos com vulnerabilidade social”, declara Amorim.
As inscrições para a convocatória encerram em 20 de abril e os artistas selecionados serão divulgados em 28 de abril, com as pinturas previstas entre 08 e 11 de maio. Para mais informações, acesse www.olhepracima.com.br | www.instagram.com/olhepracima.art
Festival já soma mais de 9 mil m2 de intervenções artísticas pelo município
O primeiro festival de muralismo e arte pública de Porto Alegre, o Festival Olhe pra Cima, promoveu desde janeiro a pintura de seis empenas, totalizando 19 obras em prédios no Centro Histórico, Independência, Floresta e Cidade Baixa, somando mais de 9 mil m2 de intervenções artísticas pelo município. Para esta edição, o projeto convidou os artistas Aline Bispo, Apolo Torres, Gordo Muswieck, Jocelyn Burgos, Lídia Brancher e Renan Santos que transformaram as fachadas de prédios nas nas avenidas Independência, Cristóvão Colombo, Otávio Rocha, Loureiro da Silva, Borges de Medeiros e na rua Jerônimo Coelho em telas.
Com financiamento Pró-Cultura RS - Governo do Estado do RS, patrocínio Tintas Renner by PPG e Budweiser e apoio Elev Energy Drink, o festival encerrou a etapa de pinturas dos murais. Cada mural leva em torno de 20 dias para ser pintado, dependendo de questões como clima e complexidade de cada desenho. Serão mais de 1.300 litros de tintas e vernizes da marca Tintas Renner by PPG utilizados no total. Em torno de 60 profissionais estão envolvidos no projeto, entre artistas, assistentes, produtores, técnicos, engenheiros e bombeiros, entre outros.
“Nossa meta é alcançar o máximo de regiões possíveis ao longo dos anos. Sabemos que essa mudança na paisagem urbana vai para além de revitalizar os prédios, pois traz transformações de impacto social: a arte pública promove na comunidade o desenvolvimento conjunto econômico, cultural e social, e para o indivíduo, os benefícios podem ser vistos na saúde, no desenvolvimento cognitivo, psicológico e também nos laços interpessoais. O projeto visa resgatar a sensação de pertencimento da comunidade, deixando para trás a sensação de que as vias públicas são meras passagens, mas sim espaço de arte, reflexão, beleza e contemplação”, declara o Gestor Cultural, responsável no sul do país pelo projeto canadense - Art Battle - maior competição de pintura ao vivo do mundo e que ocorre desde 2016 em Porto Alegre.
Para mais informações, acesse o site www.olhepracima.com.br
Fonte: Assessoria de Imprensa
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