Procempa e Santa Casa farão ensaio clínico de IA que pode prever risco de câncer de mama

A Procempa e a Santa Casa de Porto Alegre receberam, nesta semana, a aprovação do Conselho de Ética em Pesquisa (CEP) da Santa Casa para o ensaio clínico do projeto da inteligência artificial Mirai. A IA prevê o risco de desenvolvimento do câncer de mama a partir de exames de mamografia. Com isso, a tecnologia avança para testes em ambiente clínico com pacientes.

Cristine Rochol/PMPA

A Mirai é um modelo de inteligência artificial do Massachusetts Institute of Technology (MIT) que analisa imagens de mamografia e calcula a probabilidade de uma mulher desenvolver câncer de mama nos cinco anos seguintes. A Procempa e a Santa Casa já validaram e calibraram o modelo localmente, e os resultados foram publicados no periódico Brazilian Journal of Oncology.

Para a diretora-presidente da Procempa, Débora Roesler, a aprovação desta etapa é um marco importante para o avanço da tecnologia. “Ao usarmos a inteligência artificial para a detecção precoce do câncer de mama, colocamos a tecnologia a serviço da vida. Estamos comprometidos em desenvolver soluções que fortaleçam a saúde pública e o atendimento ao cidadão”.

Já Antonio Kalil, diretor Médico e de Ensino e Pesquisa da Santa Casa, reforça o efeito da aprovação do ensaio clínico na consolidação de um trabalho que une ciência, inovação e impacto social. “Estamos transformando conhecimento científico em uma ferramenta concreta para ampliar a detecção precoce do câncer de mama e salvar vidas. A parceria demonstra que, quando instituições se unem em torno de um propósito comum, conseguimos acelerar soluções que podem beneficiar diretamente a população e fortalecer o SUS.”

Detecção - No ensaio, todas as mamografias serão processadas pela Mirai. Quem receber pontuação de alto risco será encaminhada para ressonância magnética. O grupo de controle segue o acompanhamento habitual. A comparação entre os dois grupos vai determinar se a IA aumenta a detecção de cânceres em estágio inicial.

A aprovação pelo CEP é a última etapa regulatória antes de uma eventual adoção na rotina clínica, inclusive no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Financiamento - O próximo passo é  buscar financiamento para a pesquisa é encontrar parceiros financeiros para viabilizar a escala necessária do ensaio clínico, garantindo que a tecnologia possa chegar à população pelo SUS

Fonte: PMPA



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