Casa Madre Ana da Santa Casa celebra uma década de acolhimentos em Porto Alegre

A Casa Madre Ana da Santa Casa de Porto Alegre completou 10 anos de funcionamento nesta semana. O nome da instituição homenageia Madre Ana Moeller, fundadora da missão brasileira das Irmãs Franciscanas.

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Reprodução

Situado no Centro Histórico, na Rua Vigário José Inácio, o espaço acolhe pacientes pediátricos e adultos em situação de vulnerabilidade socioeconômica vindos do interior do Rio Grande do Sul e de outros Estados. Tratam-se de pessoas que necessitam de suporte integral durante o tratamento.

A Casa Madre Ana se mantém unicamente por meio de doações. Todos os meses, são necessários cerca de R$ 65 mil mensais para garantir moradia, alimentação, produtos de limpeza e itens de higiene aos hóspedes. Desde a inauguração do espaço, em 2016, mais de 8 mil pessoas já foram acolhidas. A instituição estima que 60% deles tenham vindo de outros Estados (mais abaixo, saiba como ajudar).

O prédio foi construído em 1881 e já funcionou como escola para meninas e alojamento de estudantes de enfermagem. Atualmente, conta com 88 leitos, sendo 43 quartos com banheiro. O local atende pacientes em tratamento de câncer, transplantados, doentes cardíacos, entre outros, além de seus acompanhantes.

Há cerca de 20 dias, a vendedora Juliana Carvalho Gomes, 39 anos, está acolhida com o filho Marlon Vinicius Gomes, de quatro, na Casa Madre Ana. A família veio de Manaus (AM) para seguir o tratamento da criança. Desde 2021, a amazonense já ficou na instituição em diferentes períodos.

O garoto sofre de fibrose cística nos pulmões. Trata-se de uma doença genética crônica que afeta principalmente os pulmões, pâncreas e o sistema digestivo. A condição faz com que o corpo produza um muco mais espesso que o usual, o que acarreta em problemas nas vias respiratórias. O tratamento ocorre no Hospital da Criança Santo Antônio, na Capital. 

— Estamos em tratamento para ele (Marlon) não precisar ir para a fila de transplante — compartilha a mãe.

Segundo Juliana, a decisão de procurar a Casa Madre Ana partiu da própria família.

— Na primeira vez, como ele (Marlon) estava bem ruim, já fomos encaminhados para o Hospital da Criança Santo Antônio. E depois viemos para o acolhimento da Casa Madre Ana — recorda.

O tratamento tem sido bem-sucedido e o menino pode ser visto brincando e correndo com outras crianças nos corredores da Casa.

— Quem conheceu o Marlon quando chegou aqui, bem debilitado, não acredita que ele está agora bem de saúde e forte. Quem olhava para ele achava que não ia resistir. Só Deus mesmo. Agora ele está muito forte e crescendo. É muito gratificante — conta a mãe, emocionada. 

"O objetivo é sempre o paciente"

Em 2016, o atual presidente do Conselho da Casa Madre Ana, Fernando Lucchese, liderou a iniciativa para a criação do local de acolhimento.

— Nós assumimos essa Casa em maio de 2016. No início, abrimos 20 leitos e começamos devagarinho. Hoje, nós temos 88 leitos. Os quartos são equipados e têm televisores de tela plana e frigobar. Estamos trabalhando agora no aquecimento da água — conta Lucchese. 

Em relação ao perfil dos acolhidos, o médico diz que 80% são crianças, normalmente em tratamento de câncer e cirurgia cardíaca.

— O objetivo é sempre o paciente. E eles são muito gratos e ficam vinculados a Casa — conclui o presidente do Conselho da Casa Madre Ana.

Celebração

Na manhã da quinta passada (14), houve uma celebração na capela Sagrado Coração de Jesus, da Casa Madre Ana, pelo aniversário de 10 anos. Na ocasião, Lucchese agradeceu a todas as pessoas e entidades que auxiliam no funcionamento do espaço.

Mais de 60 pessoas foram homenageadas com placas de agradecimento. Quatro ex-governadores estiveram presentes — Pedro Simon, Olívio Dutra, Ivo Sartori e Ranolfo Vieira Júnior. Os ex-jogadores Dunga,  D'Alessandro e Tinga também prestigiaram o encontro. O músico Renato Borghetti fez uma apresentação com os alunos do projeto da Fábrica de Gaiteiros.

Veja alguns dados:

  • Em 10 anos, mais de 8 mil hóspedes já foram acolhidos gratuitamente;
  • Os pacientes vêm de todos os Estados, além do interior do Rio Grande do Sul;
  • A estrutura conta com 88 leitos, sendo 43 quartos com banheiro, para pacientes e acompanhantes;
  • Em 2025, 70% dos hóspedes foram crianças e adolescentes em tratamento no Hospital da Criança Santo Antônio;
  • A estadia é 100% gratuita, incluindo hospedagem, alimentação e suporte social;
  • Os hóspedes recebem cinco refeições diárias;
  • Pacientes e familiares também recebem materiais de higiene, limpeza e roupas;
  • A Casa oferece apoio espiritual, oficinas recreativas e terapia ocupacional;
  • Crianças acolhidas contam com apoio pedagógico voluntário durante o tratamento;
  • Os pacientes são encaminhados por meio do Serviço Social da Santa Casa de Porto Alegre;
  • A Casa Madre Ana funciona por meio de doações, além de fontes esporádicas de recursos como emendas parlamentares, bazares beneficentes e vendas do Brechó da Ana, que acontece todas as terças e quintas-feiras na garagem da instituição.

Fonte: Diário Gaúcho


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