A presença feminina no mercado de trabalho rural está em plena expansão, consolidando as mulheres como peças fundamentais para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. Um novo estudo revela que elas já conquistaram a liderança da produção agropecuária em dezenove por cento das propriedades do país, destacando-se pela gestão eficiente e pela forte atuação, principalmente nas unidades voltadas à agricultura familiar.
| Marcello Casal jr/Agência Brasil |
Inovação e responsabilidade social
O levantamento traz um reconhecimento importante para as profissionais do campo: as mulheres dedicadas às atividades rurais são classificadas como verdadeiras "campeãs de inovação". A pesquisa aponta que a gestão feminina se diferencia por dar prioridade a práticas de responsabilidade social e à aplicação de técnicas avançadas de conservação do solo, promovendo uma produção mais moderna e sustentável.
A força nas principais cadeias produtivas
O estudo analisou o papel feminino em seis cadeias produtivas estratégicas, revelando a força da mulher em setores de grande impacto econômico. A pecuária desponta como a área com maior participação, com mulheres liderando a produção em trinta e três por cento das propriedades. No cultivo de cacau, especialmente na Bahia e no Pará, elas gerenciam vinte e dois por cento das unidades. Já na produção de citros, como laranja e limão, a liderança feminina alcança dezoito por cento, seguida pela força de trabalho na soja, onde representam dezessete por cento da atuação primária.
Mais oportunidades para outras mulheres
O avanço na gestão também reflete diretamente na abertura de mais espaço no mercado de trabalho para outras profissionais. Na tradicional cultura do café, por exemplo, os números comprovam essa rede de apoio e crescimento: nas propriedades administradas por mulheres, a participação feminina na mão de obra atinge quarenta e três por cento, um índice expressivamente maior do que os vinte e quatro por cento registrados sob o comando masculino. O cenário demonstra que a ascensão de mulheres a cargos de liderança no campo atua como um motor para a geração de novos empregos e para a valorização de toda a força de trabalho feminina no setor.
Fonte: Agência Brasil / Fundação IDH
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