Paralamas do Sucesso ganham uma das mais altas honrarias acadêmicas do país

Apesar de os Paralamas do Sucesso serem considerados parte da turma do "rock de Brasília" – como Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial –, a banda nasceu, na verdade, no Rio de Janeiro. Mas  há um marco histórico na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em Seropédica, onde eles tocaram pela primeira vez em 1982.

Divulgação

Tanto Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria) na época estudavam lá. Mas Bi tinha antes morado na capital federal onde conheceu o paraibano Herbert Vianna, o vocalista e guitarrista do grupo.

Nó último dia 9, o trio, além do tecladista João Fera, o "4º paralama", que ingressou na banda em 1987, retornaram ao campus da UFRRJ para receber o título de Doutor Honoris Causa, em reconhecimento à contribuição para a cultura brasileira. A decisão foi aprovada pelo Conselho Universitário da instituição durante sua 428ª reunião ordinária.

Com mais de quatro décadas de carreira, os Paralamas se consolidaram como uma das bandas mais influentes da música brasileira. Desde o início dos anos 1980, o grupo construiu uma trajetória marcada por sucessos que atravessam gerações e por uma sonoridade que combina rock, reggae, ska e MPB. O grupo, autor de sucessos como "Óculos", "Meu Erro" e "Alagados", ganhou projeção em grandes apresentações, como na estreia do Rock in Rio em 1985 e depois em diversas participações no festival, nos anos 2011, 2015 e 2024.

Reprodução

A homenagem reconhece não apenas a trajetória de mais de quatro décadas da banda, mas também sua profunda conexão histórica com a instituição. Essa apresentação de 1982 no campus da universidade, foi a ocasião em que o baterista João Barone integrou o grupo, substuindo Vital, o músico que não compareceu ao show - consolidando a formação clássica que se tornaria referência no rock brasileiro.

A outorga do título de Doutor Honoris Causa é a mais alta distinção honorífica concedida pela universidade e celebra o impacto cultural dos Paralamas do Sucesso na música nacional, assim como sua relação afetiva e simbólica com a UFRRJ.

A cerimônia reuniu autoridades universitárias, estudantes, fãs e representantes da cena musical. Ao final, a banda tocou algumas músicas de seu repertório e recebeu muitos aplausos do público emocionado, assim como da comunidade acadêmica. 

Fonte: O GLOBO e JOTA


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