Pelo terceiro ano consecutivo, o Rio Grande do Sul foi, em 2025, o primeiro estado no ranking de eficiência da máquina pública. Os gaúchos se destacam, entre outros pontos, por obterem as melhores classificações na oferta de serviço público digital e produtividade dos magistrados e servidores do Judiciário, dois dos 11 pilares que sustentam o ranking. O estudo é realizado anualmente pelo Centro de Liderança Pública (CLP), que avalia a capacidade de competitividade dos Estados. Também pela segunda vez seguida, o RS ocupa a 5ª posição no ranking geral.
| Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini |
“Uma performance boa nesse pilar (de eficiência da máquina pública), a médio e longo prazo, gera muito efeito multiplicador em outros eixos, como educação, saúde, segurança pública”, elucida Wesley Barcelos, analista de relações governamentais e competitividade do CLP. Ele explica que, apesar de não ser um dos critérios 'finalísticos', como segurança pública, uma boa eficiência na máquina pública permite que recursos sejam alocados em outras áreas prioritárias. Por isso, o critério é um dos mais importantes dentro do ranking.
O governo do Estado associa o resultado positivo a três pilares: a expansão do acesso aos serviços do Estado de forma digital; a modernização da gestão interna, possibilitando a integração dos sistemas; e as reformas estruturais e medidas de ajuste fiscal implementadas ao longo dos últimos anos.
“O conjunto de ações realizado nos últimos anos permitiu ao Estado tornar sua estrutura administrativa mais eficiente, mantendo o controle dos gastos e aumentando a capacidade de entregar serviços e investimentos à população”, afirmou Danielle Calazans, secretária de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). A pasta é responsável pelo “direcionamento estratégico em inovação e transformação digital”.
Outros fatores que alavancam o posicionamento do Estado são, justamente, os bons resultados, principalmente em relação à média do Brasil, uma boa gestão dos recursos públicos. Um dos exemplos são os baixos custos dos Poderes em relação ao PIB.
Apesar de o Judiciário ocupar o 22º lugar no indicador que avalia o percentual de processos que ficaram represados sem solução, o RS é o 1º quando o assunto é o menor custo do Poder Judiciário. Ou seja: os recursos públicos alocados no poder são os menores em relação ao número de pessoas e sua atuação. Nessa linha, o custo por PIB do Legislativo e do Executivo vem logo atrás, em 2º e 3º lugar no ranking, respectivamente.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Sergio Peres (Republicanos), classifica o resultado como uma "resposta do Parlamento à sociedade, que exige e merece um Legislativo eficaz, com menor custo e alta produtividade". Segundo ele, há um esforço nas gestões da Casa para otimizar os trabalhos "com menor peso financeiro ao contribuinte, buscando operar com transparência e seriedade os custos com pessoal, diárias e verbas que estão sob nossa administração", afirmou.
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Fonte: Correio do Povo
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