SAÚDE: Ministério da Saúde descarta ebola em casos suspeitos no Brasil

 O Ministério da Saúde informou neste domingo (31) que “não há confirmação” do vírus causador da ebola em nenhum dos dois homens que apresentaram sintomas compatíveis com a doença em território brasileiro. Os dois pacientes estão em isolamento preventivo em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas as autoridades em saúde já descartaram a presença do vírus em um deles. "Não há confirmação laboratorial", diz a nota do ministério.

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O Brasil reforçou as medidas de precaução após o registro, no sábado (30), dos dois casos suspeitos, em um momento de preocupação com a propagação de um surto mortal do vírus na África Central.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em 17 de maio uma emergência de saúde pública de importância internacional, seu segundo nível mais alto de alerta, diante do surto de uma rara cepa de ebola que afeta a República Democrática do Congo (RDC) e a vizinha Uganda.

O vírus é transmitido entre pessoas por meio de fluidos corporais ou da exposição ao sangue de infectados, que só são contagiosos depois que apresentam sintomas. O período de incubação pode durar até 21 dias.

Suspeitas no Brasil

No Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) anunciou que está isolado um homem procedente de Uganda, que entrou no Brasil em 22 de maio, após apresentar “sintomas virais como tosse, calafrios e diarreia”.

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Ele foi diagnosticado com malária, mas os exames "apresentaram resultado negativo para ebola".

Ainda assim, as autoridades assinalaram que o paciente “permanece em isolamento” enquanto a investigação é concluída.

Já em São Paulo, um homem de 37 anos que esteve na RDC “apresentou sintomas compatíveis” com “febres hemorrágicas virais”, informou o ministério em nota, sem especificar os dados de entrada do indivíduo no território brasileiro.

Ele foi internado e entubado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, para onde chegou em "estado grave, com diarreia, desorientação e rápida piora clínica".

O homem testou positivo para um caso grave de meningite e permanece isolado enquanto “continua sob investigação para ebola”.

A SES-SP ressaltou que “o risco de transmissão da doença no Brasil e na América do Sul é considerado baixo”.

Mais de mil casos suspeitos de ebola na República Democrática do Congo foram notificados desde que o surto foi declarado no país em 15 de maio, incluindo quase 250 mortes, informadas na quinta-feira pelo Centro Africano para o Controle e a Prevenção de Doenças, a agência de saúde da União Africana (UA).

Uganda confirmou dois novos casos desta febre hemorrágica altamente contagiosa na sexta-feira, elevando o total para nove, incluindo uma morte, desde 15 de maio.

A cepa do vírus responsável pelo surto atual é chamada Bundibugyo. Não existe vacina nem tratamento específico para tal variante.

Leia a nota do Ministério da Saúde na íntegra

Ministério da Saúde informa que foi notificado, neste sábado (30/5), sobre dois casos suspeitos de Doença pelo Vírus Ebola (DVE), atualmente em investigação no Rio de Janeiro e em São Paulo.

No Rio de Janeiro, trata-se de um viajante proveniente de Uganda, hospedado no bairro de Vila Isabel, que apresentou quadro de calafrios, tosse e diarreia. O paciente está sob cuidados do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), unidade de referência para doenças infecciosas. Durante a investigação, exames laboratoriais confirmaram resultado positivo para malária. Neste domingo (31/5), análises realizadas a partir de amostras de saliva e urina apresentaram resultado negativo para ebola. Os exames foram conduzidos pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e a amostra de sangue segue em análise. A possibilidade de confirmação da doença após resultados iniciais negativos é considerada muito baixa.

O paciente não realizou deslocamentos internos em Uganda nem esteve em outros países com registro de surtos de ebola. Também informou não ter tido contato conhecido com pessoas doentes. Ainda assim, em razão de sua procedência e dos sintomas apresentados, permanece em isolamento até a conclusão da investigação. A entrada no Brasil ocorreu em 22 de maio de 2026, em voo procedente de Joanesburgo com chegada a Guarulhos. Posteriormente, ele se deslocou para o Rio de Janeiro por transporte rodoviário. Outras cinco pessoas que residem no mesmo local estão sendo monitoradas e permanecem assintomáticas.

Em São Paulo, o caso envolve um paciente de 37 anos, internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência para doenças infecciosas no estado. Durante a investigação, exames laboratoriais confirmaram resultado positivo para meningite meningocócica. O caso segue em investigação para ebola, conforme os protocolos de vigilância epidemiológica.

O paciente esteve recentemente na República Democrática do Congo e apresentou sintomas compatíveis com a definição de caso suspeito para febres hemorrágicas virais. Antes de ser transferido para o Instituto Emílio Ribas, foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde apresentou febre alta e exames inconclusivos para malária. Ao chegar à unidade de referência, encontrava-se em estado grave, com diarreia, desorientação e rápida piora clínica, sendo necessária a intubação. Até o momento, não foi possível confirmar a província de origem do paciente na República Democrática do Congo, informação importante para a avaliação do risco epidemiológico.

A investigação de ambos os casos é conduzida de forma conjunta pelas equipes de vigilância em saúde dos governos federal, estadual e municipal.

Não há confirmação laboratorial para Doença pelo Vírus Ebola em nenhum dos casos investigados. Os exames seguem em análise e todas as medidas previstas nos protocolos nacionais de vigilância e resposta foram adotadas.

Cabe esclarecer que os vírus causadores do ebola não são transmissíveis durante o período de incubação e tampouco são transmitidos por via respiratória.

O Ministério da Saúde reforça que o risco de transmissão da doença no Brasil e na América do Sul é considerado baixo. O país dispõe de protocolos de vigilância, assistência e resposta para a identificação, investigação e manejo oportuno de casos suspeitos.

Fonte: Ministério da Saúde e Diário Gaúcho




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