As poderosas explosões registradas no Sol nos últimos dias geraram um fenômeno natural fascinante que atinge a Terra com mais força do que o inicialmente previsto. O pico da tempestade solar ocorre entre este sábado e o domingo, trazendo a possibilidade de um belo espetáculo visual de auroras boreais em áreas inusitadas, ao mesmo tempo em que cientistas monitoram os impactos na nossa infraestrutura tecnológica.
Veja mais detalhes sobre este evento astronômico depois da imagem.
| NASA/GSFC/SDO |
O espetáculo das auroras e o monitoramento tecnológico
A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), dos Estados Unidos, elevou o nível do evento para a categoria G3 (numa escala que vai de 1 a 5), considerada uma tempestade geomagnética forte. O fenômeno atinge principalmente a área norte do planeta, onde as deslumbrantes auroras boreais poderão ser vistas até mesmo em regiões mais ao sul dos Estados Unidos, muito além do seu alcance habitual.
Como o evento traz uma grande quantidade de partículas interagindo com o nosso campo magnético, as autoridades espaciais estão de prontidão. A tempestade pode causar flutuações temporárias nas redes elétricas em altas latitudes, instabilidade em sistemas de rádio e aumento do arrasto em satélites de órbita baixa. Além disso, as equipes de astronautas que estão no espaço seguem protocolos rígidos para se protegerem da radiação solar.
O que é uma erupção solar e o ciclo do nosso astro
A tempestade atual foi desencadeada por uma intensa erupção de classe X1.1, registrada no dia 30 de junho pela Nasa, que ejetou massa coronal em direção ao nosso planeta. Especialistas explicam que as erupções solares são comuns e fazem parte da atividade magnética natural do Sol, que é regida por um ciclo contínuo de aproximadamente 11 anos. Durante esse período, o campo magnético da estrela se inverte, gerando variações visíveis, como o aumento das manchas e das explosões.
Entenda a classificação das explosões solares
Para facilitar o monitoramento do "clima espacial", os cientistas classificam as erupções de acordo com a sua força. Confira como funciona essa escala de magnitude:
| Classe da Erupção | Intensidade e Principais Efeitos |
| Classe X | As mais severas (X.1 a X.9). Geram auroras intensas e podem interferir em comunicações e satélites. |
| Classe M | Tamanho médio. Causam breves interrupções na comunicação por rádio e também geram auroras. |
| Classe C | Pequenas. Possuem poucas consequências perceptíveis na superfície da Terra. |
| Classe B | Fracas. São dez vezes menores que as erupções de classe C. |
| Classe A | Intensidade mínima. São dez vezes menores que as da classe B, sem impactos para o planeta. |
Fonte: CNN Brasil
Quer boas notícias todos os dias? E também receber conteúdo de qualidade com o nosso jornalismo de soluções? E ainda, estar atualizado com informações de serviço que ajudam na sua vida, saúde, comportamento e até mesmo sua vida financeira?
Confira aqui neste site a atualização diária do nosso conteúdo. Coloque o link nos seus favoritos e divulgue para os amigos nossas notícias positivas!
E inscreva-se também no Canal de YouTube do nosso editor, o Canal do Renato Martins.
Comentários