Uma notícia histórica e de fôlego para o meio ambiente! A Amazônia registrou, no primeiro semestre de 2026, a menor área com sinais de desmatamento detectados por satélite em dez anos. Os dados animadores são do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Ritmo em queda e recorde histórico
Entre os meses de janeiro e junho, o monitoramento identificou 1.295 km² de áreas sob alerta de perda de vegetação nativa no bioma amazônico. Trata-se do menor patamar para o período desde o início de toda a série histórica do Deter, que começou em 2016. O resultado representa uma redução expressiva de 38% no ritmo de abertura de novas derrubadas em comparação com o mesmo período do ano passado, comprovando a eficácia do aumento da fiscalização.
Cerrado acompanha redução, mas exige atenção
O Cerrado também apresentou ótimos indícios de recuperação. Nos primeiros seis meses deste ano, foram registrados 3.142 km² de áreas com indícios de retirada da vegetação, marcando o menor valor para o primeiro semestre desde 2021 (uma queda de 6%).
Apesar da melhora expressiva nos dois biomas, o Cerrado ainda acende um sinal de alerta por concentrar a maior área total sob monitoramento — um volume cerca de 2,4 vezes maior que o registrado na Amazônia.
Vale lembrar que o Deter serve como um termômetro ágil para orientar os órgãos de combate aos crimes ambientais, enquanto a taxa oficial e definitiva de desmatamento consolidado no país será apresentada posteriormente pelo sistema Prodes, também do Inpe.
Fonte: g1
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