REENCONTRO: Cachorro perdido na enchente de 2024 volta para casa no Rio Grande do Sul

Uma história de esperança e saudade teve um desfecho emocionante mais de dois anos após a histórica cheia de maio de 2024 no Rio Grande do Sul. O cachorro Tigre, que havia se perdido da família durante os resgates, finalmente voltou para casa após ser reconhecido em uma lista virtual de animais desaparecidos mantida pela prefeitura de Canoas.

Acompanhe os detalhes desse reencontro a seguir.

Bruno Ourique/Secom Canoas / Divulgação


O reconhecimento pela tela

A tutora Giovana Menneman Machado contou que o cãozinho havia sido adotado pouco antes da tragédia climática, logo após a família sofrer com a perda de outro animal de estimação. Na confusão do resgate durante a enchente, Tigre acabou se separando dos donos. Eles passaram mais de um ano procurando o pet ativamente, sem nunca perder as esperanças.

A reviravolta aconteceu quando Giovana decidiu acessar o site da Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal para adotar um novo filhote. Ao navegar pela página, que disponibiliza imagens dos animais resgatados para adoção, ela teve uma surpresa. "Reconheci o olhar e as orelhinhas dele. O Tigre é um membro da nossa família e esse reencontro foi emocionante", relatou a tutora.

O impacto da cheia na causa animal

O caso de Tigre reflete o desafio gigantesco enfrentado pelos municípios após a tragédia. Apenas durante o período mais crítico das enchentes, mais de 20 mil animais foram resgatados em todo o território gaúcho, de acordo com o governo estadual. Para lidar com essa demanda, a Secretaria de Bem-Estar Animal de Canoas segue trabalhando no acolhimento, identificação e divulgação dos bichos que aguardam por um lar.

Apoio financeiro aos municípios

Diante do grande número de animais desabrigados, um programa unificado de adoção chegou a ser lançado em agosto de 2024. Atualmente, a plataforma do governo está fora do ar em cumprimento à legislação eleitoral.

Na época do desastre, foram destinados R$ 7,2 milhões para auxiliar os 95 municípios que decretaram calamidade pública. Desse valor, a maior parte (R$ 5,6 milhões) foi utilizada para criar um auxílio mensal às prefeituras, garantindo o repasse de R$ 188,85 por cada animal acolhido, recurso voltado exclusivamente para custear alimentação, cuidados veterinários e insumos básicos nos abrigos.

Fonte: GZH e Diário Gaúcho 




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