SAÚDE: SUS incorpora novo tratamento para pacientes com esclerose lateral amiotrófica em estágio inicial
O Ministério da Saúde oficializou a incorporação do medicamento edaravona ao Sistema Único de Saúde (SUS). A nova terapia é destinada ao tratamento de pacientes adultos com esclerose lateral amiotrófica (ELA) que estão nos estágios iniciais da doença. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, e a rede pública tem um prazo máximo de 180 dias para disponibilizar a medicação nos postos.
Acompanhe os detalhes sobre o novo remédio e o diagnóstico da doença a seguir.
| Anatpat/Unicamp |
Indicação e benefícios da terapia
A nova terapia é indicada especificamente para pacientes com ELA nos graus 1 e 2, com duração da doença menor ou igual a dois anos. Até então, o único tratamento específico oferecido pelo SUS era o riluzol. O objetivo da incorporação da edaravona é diminuir o ritmo de evolução do quadro degenerativo. Segundo um estudo da revista científica "The Lancet", o fármaco é capaz de aumentar a sobrevida dos pacientes em cerca de seis meses e ainda reduzir o risco de morte.
O que é a ELA e o desafio do diagnóstico
A esclerose lateral amiotrófica é uma doença degenerativa, e ainda sem cura, que afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo, causando a perda progressiva do controle muscular. Como não existe um exame de laboratório ou marcador no sangue que detecte a condição diretamente, o diagnóstico é desafiador: os médicos levam, em média, 11 meses para identificar o problema. A condição atinge principalmente pessoas entre 50 e 70 anos.
Sintomas iniciais e progressão
Os sinais começam de forma sutil, mas envolvem problemas para respirar, dificuldades para falar ou engolir alimentos e saliva, além da perda de força nas mãos e atrofia muscular nas pernas. Apesar de a parte motora ser afetada, o raciocínio e os sentidos do paciente costumam permanecer normais no início. Após o surgimento dos primeiros sintomas, a sobrevida média é de três anos e meio, sendo as complicações pulmonares os maiores riscos para a vida dos pacientes.
Fonte: g1
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