SEGURANÇA: Rio Grande do Sul adota novo protocolo para buscas de pessoas desaparecidas

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul criou um novo protocolo de atendimento para agilizar as buscas por pessoas desaparecidas que fazem parte de grupos vulneráveis. A medida abrange crianças, adolescentes, idosos, mulheres em situação de violência e pessoas com deficiências físicas e intelectuais, com o objetivo de padronizar a atuação das delegacias em todo o estado.

Saiba mais detalhes sobre como vai funcionar a medida a seguir.

Divulgação/PC

Alta taxa de resolução e foco na vulnerabilidade

Atualmente, o Rio Grande do Sul tem 154 casos de desaparecimento em aberto. Desde o início do ano, foram registrados 1.649 episódios, dos quais 1.495 resultaram em localização, o que representa uma taxa de sucesso de 90,7% nas investigações. A maior concentração de desaparecidos ocorre nas faixas etárias de menores de 12 anos e de 12 a 17 anos. Antes da implementação da nova regra, cada delegacia realizava as investigações com base apenas na sua própria experiência local.

Classificação de risco por cores

A principal novidade é a adoção de uma classificação de risco dividida por cores para definir a urgência de cada caso. A categoria vermelha (risco crítico com resposta imediata) é aplicada para crianças menores de 12 anos, pessoas com Alzheimer ou demência, suspeitas de sequestro e vítimas de violência. A cor laranja (alto risco) abrange adolescentes, idosos e pessoas com histórico de desaparecimento. Já a cor amarela (risco moderado) serve para os casos onde não há fatores agravantes aparentes.

Ações divididas pelo relógio

O documento também estabelece diretrizes mínimas de atuação divididas por horas. Nas primeiras duas horas, a polícia deve registrar o caso, coletar fotos recentes, entrevistar familiares e checar hospitais de forma preliminar. Nas primeiras seis horas, a equipe foca no levantamento de dados, análise de redes sociais e identificação de possíveis conflitos. Em até 24 horas, os agentes precisam realizar diligências presenciais em locais onde a pessoa possa estar e buscar imagens de câmeras de monitoramento.

O mito de esperar 24 horas

A instituição reforça um alerta muito importante para a população: é um grande mito a ideia de que é preciso aguardar 24 horas para registrar uma ocorrência de sumiço. A notificação deve ser feita de forma imediata. A orientação das autoridades é que qualquer mudança brusca na rotina, sem que se tenha conhecimento do paradeiro da pessoa, seja comunicada rapidamente. Quanto mais rápido as famílias fornecerem detalhes e fotos, maiores são as chances de uma localização segura.

Fonte: g1 RS e RBS TV




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