A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de pessoas ocupadas no país chegou a 103,3 milhões, marcando o maior contingente de trabalhadores ativos já registrado na série histórica do instituto.
Confira a seguir os detalhes e os destaques do levantamento sobre o mercado de trabalho.
| Marcelo Camargo/Agência Brasil |
Queda no desemprego e na subutilização
O resultado de 5,3% representa a menor taxa para um trimestre encerrado em julho desde o início das medições, em 2012. Com isso, o país tem hoje 5,8 milhões de desempregados, uma queda de 8% em relação ao trimestre encerrado em abril e 299 mil pessoas a menos na fila do desemprego na comparação com o mesmo período do ano passado. Outro dado positivo foi a redução no número de pessoas subutilizadas (quem não tem emprego, gostaria de trabalhar mais horas ou desistiu de procurar). Esse grupo caiu em 819 mil pessoas em relação ao trimestre anterior, somando 14,9 milhões de brasileiros nessa situação.
Formalidade e trabalho por conta própria
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (excluindo serviços domésticos) atingiu 39,4 milhões, o maior já registrado pelo IBGE. Por outro lado, o número de empregados sem carteira no setor privado também subiu, com um acréscimo de 477 mil pessoas no último trimestre, totalizando 13,8 milhões. O levantamento mostra ainda que 26,1 milhões de brasileiros trabalham por conta própria e a taxa geral de informalidade se manteve estável em 37,5%.
Crescimento da renda e da construção civil
A força do mercado de trabalho também refletiu no bolso do trabalhador. O rendimento médio ficou em R$ 3.762, um aumento de 3,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a massa de rendimentos (a soma de todos os salários pagos no país) atingiu R$ 383,5 bilhões, o maior valor de toda a série histórica do IBGE. Entre os setores da economia, a construção civil foi o principal motor de contratações no trimestre, abrindo 371 mil novas vagas e registrando uma alta de 5,1% no período.
Fonte: g1
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