Os gastos de brasileiros em viagens internacionais somaram US$ 2,45 bilhões em julho deste ano, segundo dados divulgados nesta semana pelo Banco Central. O montante é o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica da instituição, em 1995, superando a antiga marca recorde de 2014. No acumulado dos sete primeiros meses, as despesas chegaram a US$ 15,1 bilhões, o que também representa um número inédito.
Entenda a seguir os motivos desse aumento e os dados das contas externas.
| Foto: GAI Media |
Férias escolares e queda do dólar
O aumento das despesas fora do Brasil é explicado por uma combinação de fatores, sendo o principal deles a queda na cotação do dólar, que fechou o mês custando R$ 5,06, um recuo de 7,64% no ano. Com a moeda norte-americana mais barata, gastos com passagens aéreas, hotéis e produtos pesaram menos no bolso dos turistas. Além disso, o mês de julho é considerado o período de "alta temporada" devido às férias escolares, intensificando as viagens familiares. O crescimento contínuo da economia nacional também estimula esse tipo de consumo.
Déficit nas contas externas recua
O relatório do Banco Central também trouxe informações sobre o setor externo do país. De janeiro a julho, o déficit das contas externas (quando as despesas superam as receitas) caiu 9,6% em relação ao mesmo período do ano passado, registrando um saldo negativo de US$ 35,97 bilhões. Esse indicador engloba a balança comercial de produtos, os serviços adquiridos no exterior e o envio de lucros e dividendos para outras nações.
Alta nos investimentos estrangeiros
Outro dado positivo apontado pelo levantamento foi o forte crescimento dos investimentos diretos de outros países na economia local. Nos sete primeiros meses do ano, os estrangeiros aplicaram US$ 54,44 bilhões, um valor consideravelmente maior do que os US$ 43,74 bilhões injetados no mesmo período de 2025. Esse volume financeiro trazido de fora foi suficiente para cobrir e financiar todo o déficit registrado nas contas externas neste ano.
Fonte: g1
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