A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) inaugurou nesta sexta (21) os primeiros Bancos Vermelhos instalados em seu campus. A iniciativa, que integra a campanha do Agosto Lilás sobre o enfrentamento à violência contra a mulher, marca os 20 anos da sanção da Lei Maria da Penha. As cerimônias de inauguração ocorreram simultaneamente no Living, no Tecnopuc e no Hospital São Lucas, reunindo lideranças da instituição e autoridades públicas.
Acompanhe a seguir os detalhes e o significado dessa importante ação de conscientização.
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| Foto: Giordano Toldo / PUCRS |
O simbolismo do combate ao feminicídio
A adesão ao Movimento Internacional dos Bancos Vermelhos faz parte da campanha institucional de prevenção ao assédio e à violência de gênero. A cor vermelha das estruturas remete às vidas interrompidas pela brutalidade do feminicídio. Segundo o reitor da universidade, irmão Manuir Mentges, os espaços convidam a comunidade acadêmica à reflexão diária. "Este banco vermelho é para nós um compromisso de não silenciar, de não naturalizar, nem relativizar qualquer forma de agressão contra a mulher", destacou durante a cerimônia.
Avanços e os desafios da Lei Maria da Penha
A data também ressalta as duas décadas de um dos principais marcos legais em vigor. Para a professora Luísa Habigzang, coordenadora do Grupo de Pesquisa Violência, Vulnerabilidade e Intervenções Clínicas (GPeVVIC), a lei trouxe avanços cruciais ao reconhecer a violência doméstica como um problema público, e não apenas uma questão particular. No entanto, os desafios persistem. O país registrou 1.571 feminicídios no ano passado, exigindo melhorias no fluxo da rede de proteção intersetorial e na qualificação de profissionais para o acolhimento humanizado das vítimas.
Pesquisa, formação e rede de apoio
O evento evidenciou o papel transformador da educação. Há mais de 12 anos, a universidade desenvolve pesquisas focadas na violência de gênero, produzindo evidências científicas que podem subsidiar políticas públicas efetivas. Além das atividades acadêmicas e de conscientização contínua com alunos e professores, a instituição possui canais internos de acolhimento psicológico e de ouvidoria para denúncias, atuando também em parceria com o Ministério Público para orientar e amparar mulheres que buscam auxílio e proteção.
Fonte: PUCRS
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| Banco de Imagens/AP |
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