ESPAÇO: Chuva de meteoros Perseidas atinge pico nesta noite de quarta (12) e pode ser vista do Brasil

Uma das chuvas de meteoros mais aguardadas do ano, a Perseidas, atinge o seu pico entre a noite desta quarta (12) e a madrugada de quinta-feira (13). O fenômeno poderá ser observado a olho nu e, no Brasil, a visualização será mais favorável para os moradores das regiões Norte e Nordeste.

Acompanhe a seguir como observar o espetáculo e a origem do fenômeno.


Foto: Brocken Inaglory / Wikimedia Commons)


Condições de observação e horários

O pico do espetáculo está previsto para ocorrer próximo das 23h desta quarta-feira (12) e estender-se até por volta de 1h de quinta-feira (13). A observação neste ano será especialmente favorecida pela fase da Lua Nova, que emite menos iluminação e evita que o brilho lunar ofusque os meteoros mais fracos no céu.

No Brasil, além do Norte e Nordeste, outras áreas do território nacional também poderão registrar a passagem dos meteoros, desde que o céu esteja limpo e a localização apresente pouca poluição luminosa. Para quem pretende fotografar o evento, a recomendação de especialistas é apontar a câmera para uma área distante da Lua e configurar o tempo de exposição para cerca de 10 segundos, utilizando um ISO elevado.

A origem da chuva de Perseidas

Anualmente, a Terra cruza a faixa de detritos deixada pelo cometa 109P/Swift-Tuttle, dando origem à chuva de meteoros Perseidas. Os fragmentos soltos pelo cometa colidem com a atmosfera terrestre a uma velocidade próxima de 60 quilômetros por segundo e se desintegram rapidamente, gerando os intensos flashes de luz conhecidos popularmente como estrelas cadentes.

A chuva das Perseidas destaca-se no calendário astronômico por reunir meteoros rápidos e luminosos, podendo apresentar rastros persistentes no céu e bólidos mais raros e brilhantes. Sob condições ideais, a previsão teórica aponta para até cem meteoros por hora, embora a quantidade real observável costume ficar abaixo desse limite. O cometa responsável pelo rastro possui uma órbita de 133 anos ao redor do Sol, mas o seu rastro de poeira e rochas permanece disperso no espaço, permitindo a travessia anual do planeta.

Outros eventos astronômicos no ano

Além das Perseidas, o calendário astronômico de 2026 reservará outros momentos especiais para os admiradores do céu. Entre as próximas chuvas de meteoros previstas estão a Oriônidas (outubro), Taurídeas e Leonídeas (novembro), além de Geminídeas e Ursídeas (dezembro).

O segundo semestre também contará com uma sequência de superluas a partir de 28 de agosto, um eclipse lunar parcial na madrugada dos dias 27 e 28 de agosto visível no país, e conjunções planetárias marcantes que fecharão o ano no céu noturno.

Fonte: GZH



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