A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou nesta semana a suspensão de todas as transmissões ao vivo da rede social Discord em todo o país. A empresa recebeu um prazo de três dias úteis para interromper o recurso e comprovar a adoção de medidas eficazes para a proteção de crianças e adolescentes. A determinação aplica-se especificamente às lives, mantendo liberadas as trocas de mensagens por texto e as chamadas de áudio.
Acompanhe a seguir como funciona a plataforma e os motivos da decisão.
 |
| Foto: Reprodução |
O que é e como funciona a plataforma
Criado em 2015 com foco inicial no público de jogos eletrônicos, o Discord é um serviço de comunicação que permite interações por texto, voz, vídeo e transmissões ao vivo. Com o aumento do uso ao longo dos anos, a ferramenta expandiu o seu público para grupos de estudos, comunidades de fãs e criadores de conteúdo, acumulando cerca de 220 milhões de usuários ativos mensais no mundo e 56,4 milhões de contas no Brasil.
Dentro do aplicativo, a navegação ocorre por meio de comunidades chamadas de servidores, que são divididas em diferentes canais públicos ou privados. O acesso a grupos fechados depende da aprovação ou de convites enviados por administradores. Embora essa estrutura diferencie o serviço de redes sociais convencionais, especialistas alertam que a existência de ambientes fechados dificulta o monitoramento e a fiscalização de conteúdos ilícitos ou abusivos.
As investigações e as críticas das autoridades
A plataforma passou a ser questionada por autoridades devido a casos de violência, assédio, chantagem e incentivo à automutilação envolvendo crianças e adolescentes. Um dos episódios investigados pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul envolveu a morte de uma jovem de 13 anos dentro de um servidor privado, no qual integrantes realizavam transmissões ao vivo promovendo desafios de coação e isolamento.
O caso motivou a Operação Lívia, realizada com apoio do Ministério da Justiça, que cumpriu mandados de busca em cinco estados para identificar os responsáveis e localizar outras possíveis vítimas. Dados da SaferNet Brasil também revelam um aumento significativo nas denúncias envolvendo a rede social: foram 406 notificações nos primeiros sete meses deste ano, representando um crescimento de 54% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Fonte: O Sul
Confira aqui neste site a atualização diária do nosso conteúdo. Coloque o link nos seus favoritos e divulgue para os amigos nossas
notícias positivas!
Siga também nossas redes sociais (clique para acessar):E inscreva-se também no Canal de YouTube do nosso editor, o Canal do Renato Martins.
Comentários