O setor de turismo no Rio Grande do Sul alcançou um faturamento recorde de R$ 17 bilhões no ano de 2025, segundo os dados divulgados pelo Conselho Regional de Economia do Estado (Corecon-RS). Impulsionado por esse resultado histórico, o segmento passa por um momento de forte expansão e descentralização, somando mais de 118 mil negócios ativos no território gaúcho, com um crescimento expressivo voltado para a Metade Sul do estado.
Acompanhe a seguir os atrativos e os detalhes desse movimento econômico.
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A força do interior e a geração de empregos
Apenas no ano passado, foram abertas 21,5 mil novas empresas ligadas a atividades características do turismo na região. Para o coordenador do curso de turismo da Universidade de Caxias do Sul (UCS), professor Maguil Marsilio, a atividade é fundamental para o estado porque diversifica a economia local, cria novas possibilidades de trabalho e estimula o surgimento de empreendimentos variados fora dos grandes centros urbanos e das rotas mais tradicionais.
O desempenho também tem refletido internacionalmente. Uma pesquisa da Marca Brasil no Mundo 2026 apontou que a Região Sul é o segundo território que mais fortalece a reputação do país no exterior, em grande parte devido à união entre as forças do turismo e do agronegócio.
O potencial da Metade Sul e a tradição gaúcha
O grande destaque atual dessa descentralização é a consolidação do turismo na Metade Sul. A região, que engloba áreas como a Campanha Gaúcha, o Pampa e a Costa Doce, é marcada pela forte associação da sua paisagem com a tradição histórica da pecuária e da vinicultura. Desde 2021, a localidade conta com a Rota dos Vinhos da Campanha Gaúcha, reunindo dez vinícolas responsáveis por 31% de todos os vinhos finos produzidos no Brasil — volume que fica atrás apenas da Serra Gaúcha.
Turismo de experiência e raízes históricas
Além do enoturismo de alta qualidade, a Metade Sul oferece diferenciais atrativos baseados no chamado turismo de experiência. Os visitantes têm a oportunidade de explorar o patrimônio arquitetônico através de estâncias centenárias e vivenciar o turismo rural de forma autêntica.
Outros roteiros que vêm ganhando cada vez mais público incluem o oleoturismo, com a Rota dos Azeites, e uma gastronomia singular. Todo esse conjunto forma o que os especialistas classificam como um "turismo raiz", focado em agregar um alto valor histórico e cultural à experiência dos viajantes e valorizar os produtos de origem local.
Fonte: Matinal Jornalismo e JC
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