Pela primeira vez em sua história, a Expointer terá suas emissões de gases de efeito estufa totalmente neutralizadas. O impacto ambiental das macroemissões da 49ª edição será calculado pela "pegada de carbono" e compensado por meio de créditos certificados pela Organização das Nações Unidas (ONU). A medida inédita abrange as principais atividades da feira, como o consumo de energia elétrica e água, geração de resíduos e circulação de veículos.
Entenda a seguir como funciona a compensação e o cálculo das emissões.
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Como funciona o crédito de carbono
A neutralização ocorre pela aquisição de créditos de carbono, que funcionam como um "saldo ambiental". Cada crédito representa uma quantidade de gases que foi removida da atmosfera ou deixou de ser emitida, sendo compensada por projetos de preservação ou energia limpa. Na Expointer, esses créditos serão doados pela Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR), vencedora do edital do governo estadual para executar a ação que garante ao evento a condição de "carbono neutro".
Cálculo do impacto na feira
Para neutralizar as emissões, será feito um inventário detalhado de toda a "pegada de carbono" gerada desde a fase de montagem das estruturas até a sua desmontagem final. Além do impacto geral, os visitantes têm acesso a totens e QR Codes pelo parque para calcular e neutralizar a sua contribuição individual. A estimativa inicial é de que a feira emita entre 1.000 e 1.500 toneladas de CO2.
Modelo deve ser expandido no RS
Para ilustrar o desafio ambiental, são necessárias de sete a oito árvores crescendo por 20 anos para compensar a emissão de apenas uma tonelada de carbono — o equivalente ao consumo de 400 litros de combustível de um carro. O pioneirismo na maior exposição agropecuária a céu aberto da América Latina não deve parar por aí. O governo do Estado já projeta adotar o modelo de neutralização de carbono em outros grandes eventos gaúchos no futuro, como o South Summit.
Fonte: Correio do Povo
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