O Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, está conduzindo um teste clínico internacional para avaliar uma nova vacina contra o câncer de pulmão. Desenvolvido pela farmacêutica Moderna, o medicamento tem um foco diferente das vacinas tradicionais: ele não atua na prevenção, mas sim no combate direto à doença, buscando reduzir as chances de o tumor voltar a se desenvolver após a cirurgia.
Acompanhe a seguir como funciona o experimento e a tecnologia envolvida.
| Foto: Divulgação |
Medicamento personalizado
A vacina em teste é produzida sob medida para cada paciente. O oncologista Guilherme Geib explica que o medicamento é feito a partir dos genes alterados presentes no tumor que foi retirado de cada pessoa. O grande objetivo dessa tecnologia é ensinar o sistema imunológico a reconhecer as células cancerígenas como uma ameaça e atacá-las, já que, naturalmente, o tumor consegue "enganar" as defesas do organismo por apresentar proteínas muito parecidas com as das células saudáveis.
Como funcionam os testes na prática
A fase clínica começou no exterior e chegou ao Brasil em 2025. Atualmente, seis pacientes participam do estudo na instituição da capital gaúcha, que seguirá com o projeto aberto até 2027. Para garantir o rigor científico, a pesquisa é feita em formato "cego": metade do grupo recebe a vacina e a outra metade ganha um placebo, enquanto todos continuam com o tratamento padrão de imunoterapia. Nem os pacientes nem os médicos sabem quem tomou qual substância.
Expectativa de resultados
A boa notícia para a ciência é que o medicamento já se mostrou totalmente seguro para o uso humano, o que representa um grande marco inicial para o estudo. No entanto, a equipe médica destaca que ainda é preciso ter cautela antes de confirmar o sucesso completo do tratamento. Como nenhum voluntário concluiu o período total do protocolo até o momento, os resultados definitivos sobre a real eficácia da vacina devem ser divulgados apenas entre 2028 e 2029.
Fonte: GZH
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