SAÚDE: Ministério da Saúde lança 100 mil teleconsultas mensais para mulheres vítimas de violência e mães atípicas
Lançada no final de agosto, a iniciativa do Ministério da Saúde começou a disponibilizar 100 mil teleatendimentos mensais de saúde mental para mulheres em situação de violência e mães atípicas em todo o Brasil. O serviço, acessado gratuitamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, também contempla familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras, garantindo acolhimento psicológico de forma remota e segura.
Acompanhe a seguir como funciona o agendamento e a estrutura do atendimento.
| AGSUS/Reprodução |
Passo a passo para o agendamento
Para utilizar o serviço, a paciente precisa acessar o aplicativo Meu SUS Digital usando a sua conta gov.br. Na plataforma, basta clicar na seção "Miniapps" e selecionar a opção "Acolhe Mais +". Após um breve cadastro informando o seu perfil, a equipe do Ministério da Saúde entrará em contato em até 24 horas para agendar o dia e o horário da consulta, que ocorre por chamada de vídeo. A usuária receberá lembretes pelo celular até a data do atendimento.
Escuta especializada e contínua
A rede de apoio é formada exclusivamente por psicólogas mulheres, preparadas para realizar uma escuta sensível e identificar eventuais situações de risco. As consultas ocorrem de segunda a sábado e cada paciente tem direito a até dez sessões, com a possibilidade de iniciar um novo ciclo se houver necessidade. Ao final do acompanhamento online, a mulher pode ser encaminhada para a continuidade do tratamento presencial em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou em outro serviço da rede pública local.
Cuidando de quem cuida
A iniciativa foi expandida para todas as regiões após um projeto-piloto no Rio de Janeiro e em Recife, respondendo a um dado alarmante: as notificações de violência contra a mulher cresceram mais de 100% na última década. Além do suporte às vítimas, o projeto reconhece a sobrecarga física e emocional das cuidadoras. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, as mulheres assumem 75% do trabalho de cuidado não remunerado no mundo e, com o teleatendimento, passam a contar com um espaço seguro de cuidado sem precisarem sair de casa.
Fonte: Ministério da Saúde
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