Mais de um milhão de crianças menores de cinco anos já receberam a vacina Pneumo 20 por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) desde junho deste ano, quando começou a atual estratégia nacional de imunização. O balanço positivo foi anunciado na última sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e reforça o combate às formas graves de infecções respiratórias no país.
Confira a seguir como funciona a nova vacina e o processo de transição nos postos.
Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil
Ampliação da proteção infantil
Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a nova vacina garante proteção contra 20 sorotipos da bactéria causadora de doenças pneumocócicas, como a perigosa pneumonia e a meningite. A ampliação dessa cobertura é considerada fundamental para reduzir internações, complicações severas de saúde e mortes, especialmente na primeira infância, fase em que os pequenos estão muito mais vulneráveis.
Substituição gradual e uso de estoques
Com a chegada da nova tecnologia aos postos, o Ministério da Saúde informou que a antiga Pneumo 10 será substituída de forma gradual no esquema vacinal infantil. No entanto, para não haver desperdício, os estoques ainda disponíveis da versão anterior continuarão sendo aplicados na população. Por conta disso, o esquema atual de imunização poderá combinar temporariamente o uso das duas vacinas.
Prevenção contra a letalidade
O avanço rápido da campanha busca frear os índices preocupantes das infecções pneumocócicas no Brasil. De acordo com a pasta da Saúde, o país registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica entre 2023 e 2025, resultando em 1,4 mil mortes — o que representa uma letalidade de 30%. Somente entre as crianças menores de cinco anos, foram contabilizados 589 diagnósticos positivos e 187 óbitos ao longo do mesmo período.
Fonte: Agência Brasil
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